Plantas aromáticas e medicinais

imagesCA3PT8VYAipo – (Apium graveolens)

O Aipo é uma planta muito versátil na cozinha, podendo ser consumida em saladas cruas, cozidos e sopas, pratos de aves, peixes ou assados. As suas sementes são utilizadas para a produção de óleos essenciais para aromaterapia e fitoterapia. Esta planta tem as propriedades diurética, excitante, depurativa, desintoxicante, antioxidante, estimulante, expectorante e febrífuga, sendo indicada para infecções urinárias, reumatismo, hepatite, desordens menstruais, flatulência, hipertensão e fadiga. Podem ser usadas as raízes, as sementes e as folhas.

Alecrim – (Rosmarinus officinalis)

É uma planta muito aromática, com características tonificantes, estimulantes e anti-sépticas. As suas folhas e flores são utilizadas na preparação de chá, que é recomendado para baixar o colesterol no sangue, aliviar as constipações e dores menstruais. Para tal, utilizam-se cerca de 20g da planta, previamente seca, por litro de água fervente. É também muito indicada para as dores reumáticas, colocando 30g de folhas e flores por litro de água, embebendo uma toalha neste preparado ainda quente e aplicando directamente sobre a parte dorida do corpo. Na culinária coloca-se, por vezes, um raminho seco para temperar carnes.

Alfazema – (Lavandula officinalis)

As suas flores e folhas possuem uma essência muito importante que atribui à Alfazema propriedades insecticida, anti-séptica, anti-reumática, digestiva e diurética. As flores são usadas na preparação de chá, recomendado em caso de vómitos, diarreia e febres, colocando 30g num litro de água a ferver. O óleo de alfazema é utilizado para as dores de corpo, dores reumáticas ou simplesmente para o cansaço. é preparado com 50g de flores e folhas frescas para um litro de água. As rocas de Alfazema são utilizadas para na protecção da roupa contra a traça.

Aloé – (Aloe Vera)

Esta planta tropical deve fazer parte de um estojo de primeiros socorros, pois produz um suco gelatinoso excelente para tratar queimaduras ou feridas. As folhas são um purgante eficaz, mas não devem ser consumidas por grávidas ou crianças pequenas, nem mesmo sem orientação de um profissional de saúde. É um excelente cicatrizante, sendo também utilizado para o tratamento de eczemas e infecções fúngicas, como a tinha e as aftas. Ingerido sob orientação médica, alivia úlceras gástricas e a síndrome do intestino irritável. As plantas com mais de dois anos são as que possuem maiores propriedades medicinais e as suas folhas podem ser conservadas num recipiente com tampa hermética, no frigorífico.

Amor-Perfeito – (Viola Tricolor)

Na Antiguidade, esta planta era utilizada para fazer elixires do amor. Em fitoterapia, são usadas pelas suas propriedades desintoxicantes no tratamento da artrite, tosse convulsa, bronquite e doenças de pele. A infusão feita com as flores, folhas e caules acalma a comichão. Esta infusão diluída em água é dada aos pombos-correios para voarem mais depressa. Em doses elevadas, a planta pode causar náuseas e vómitos. As flores do Amor-perfeito são comestíveis e óptimas para enfeitar uma salada.

Arménia – (Armeria transmontana)

Segundo as crenças populares, diz-se que esta planta cura sete doenças, do coração, fígado, sangue, intestinos e bexiga. Costuma-se utilizar toda a planta depois de seca para fazer chá, usando 30g por cada litro de água. Este chá deve ser tomado 3 vezes ao dia, durante 9 dias seguidos.

Camomila – (Chamaemelum nobile)

O chá de camomila, conhecido pelas suas propriedades sedativas, é um bom tratamento contra insónias, perturbações digestivas, enjoo das viagens e a hiperactividade nas crianças. Use uma infusão de camomila em gargarejos para tratar úlceras na boca ou para lavar os olhos. Aplicada sobre a pele, a infusão alivia queimaduras. Quando lavar o cabelo, passe-o por água com camomila para aclará-lo. A camomila é conhecida por “planta-médica” porque ajuda as plantas doentes em seu redor a recuperar. Com as folhas e as flores prepara-se um spray que evita a “podridão” das plântulas. As folhas frescas de camomila podem ser acrescentadas o monte de composto para acelerar a decomposição.

Capuchinha – (Tropaeolum majus)

As sementes, folhas e flores têm um sabor picante e todas podem ser consumidas em saladas. Pique as folhas para obter um gosto apimentado. Em conserva, as sementes podem substituir as alcaparras. Todas as partes da planta possuem propriedades antibióticas. As folhas contêm vitamina C e ferro, além de uma substância anti-séptica, mais fortes antes da floração. Pensa-se que as capuchinhas fazem bem à pele. É uma boa planta para consociar, pois afasta os afídeos das macieiras.

Cebolinho – (Allium fistulosum)

Planta vivaz, sempre-verde e rústica. As suas folhas podem ser cortadas às rodelas e usadas em saladas. Ajudam a prevenir doenças em árvores de fruto e reduzem o risco de mancha negra nas roseiras. Todas as plantas desta família têm propriedades antibióticas, diuréticas e expectorantes, sendo úteis para tratamento de tosses, constipações, bronquites e gastroenterites. Ajudam a baixar a tensão arterial.

Coentros – (Coriandrum sativum)

Os coentros são plantas aromáticas interessantes pois as sementes e as folhas têm gostos diferentes e toda a planta é comestível. A semente é quente e aromática, com um travo a laranja, enquanto a folha é picante e oleosa, com um sabor característico a terra. Esta planta estimula o apetite e as folhas anteriores à floração são as melhores para os cozinhados.

Endro – (Anethum graveolens)

O endro é uma planta herbácea anual, muito utilizada como condimento e na medicina popular desde a antiguidade. Tanto as folhas, como os frutos e as sementes podem ser aproveitadas tanto para o consumo, como para condimentar. Elas servem cruas ou cozidas, inteiras ou moídas, para temperar pratos quentes ou frios, de saladas, peixes, batatas, molhos, couves, maioneses, picles, pães, etc. O endro é um condimento muito popular na Europa Oriental e do Norte, sendo indispensável na culinária de russos e escandinavos. É também um dos ingredientes do curry na Índia. As sementes do endro encerram óleos essenciais, que são extraídos para aproveitamento na indústria de perfumes, produtos de higiene, medicamentos, culinária e até como potencializantes de insecticidas. É uma planta óptima para a horta doméstica de pessoas que gostam de experimentar novos sabores na cozinha e para quem quer usufruir de seu valor medicinal. O chá de endro tem sabor suave, adocicado e pode ser preparado das folhas frescas ou desidratadas, assim como das sementes. Tem propriedades medicinais para enjoos, aumentar a lactação, cólica intestinal em bebés, dores de dentes, espasmos gastrointestinais, flatulências, azia, insónia, inflamação dos olhos, desinfecção de feridas.

Tomilho – (Thymus vulgaris)

O tomilho pode ser usado em ramos de cheiros, molhos de saladas e marinadas. Acrescentados aos cozinhados, auxiliam a digestão e ajudam a decompor as gorduras. Tem ainda propriedades anti-sépticas e em infusão ou chá, constitui um remédio eficaz contra as dores de garganta e ressacas. Desaconselha-se o emprego medicinal durante a gravidez.

Erva-Cidreira – (Melissa officinalis)

Planta aromática que liberta um odor agradável a limão. A sua essência pode ser considerada como um estupefaciente, provocando quando em pequenas doses, torpor e abrandamento da pulsação. É indicada para dores fortes do estômago, para a sensação de enfartamento, nos casos de indigestão, náuseas ou vómitos. Serve ainda para acalmar, descontrair os músculos doridos e regular a actividade nervosa. Na preparação do chá pode utilizar toda a parte aérea da planta seca ou fresca.

Estragão – (Artemisia dracunculus)

É uma planta vivaz, herbácea e rústica, com minúsculas flores amarelas que surgem no Verão. As folhas são verdes, longas, estreitas, macias e muito aromáticas que, quando esmagadas, libertam um aroma forte. Em fitoterapia, o Estragão é utilizado para o tratamento de mordeduras de cobra e para extrair ferrões venenosos. O chá de estragão alivia a insónia e a prisão de ventre, para além de auxiliar a digestão. É ainda um ingrediente essencial no molho bearnês e é um bom aromatizante de frango, peixe, arroz e saladas. As suas propriedades anestésicas aliviam a dor de dentes.

Eucalipto – (Eucalyptus globulus)

De odor activo, o Eucalipto é largamente utilizado devido à sua essência constituída por vários componentes entre os quais se distingue o eucaliptol que é um dos mais energéticos. Nas preparações utilizam se as folhas adultas que possuem propriedades anti-sépticas, estimulantes, febrífugas, balsâmias e expectorantes. É utilizado para tratar bronquites, constipações, febres e inflamações internas e externas. Para tal usam-se, na preparação do chá, 3 folhas por litro de água a ferver. A inalação dos vapores é também um modo de auxiliar n desobstrução das vias respiratórias. É ainda indicado para dores de dentes, colocando-se em água a ferver 7 folhas por litro. Utiliza-se o chá apenas para bochechar, não se devendo engolir, pois pode-se tornar tóxico devido à sua concentração. As cápsulas podem ser usadas contra a Traça, pois o Eucalipto exerce um certo efeito repelente aos insectos.

Hera – (Hedera helix)

Esta planta possui um odor aromático e os seus frutos são tóxicos, não devendo ser consumidos. As suas propriedades são essencialmente antiespasmódicas, emenagogas e analgésicas. Apenas se utilizam as suas folhas frescas, indicadas para constipações, feridas e edemas exteriores. No caso de constipações colocam-se cerca de 20g de folhas picadas num litro de água fervente. Para as feridas e edemas, faz-se um cataplasma moendo as folhas e adicionando um pouco de azeite.

Hortelã-Vulgar – (Mentha spicata)

Todas as Mentas possuem propriedades medicinais semelhantes devido ao seu álcool, o mentol. Também denominada por Hortelã-das-crianças, talvez por se utilizar para desparasitar as crianças quando têm lombrigas, o chamado “chá lombrigueiro” prepara-se colocando 20g de folhas secas num litro de água. Na culinária esta Hortelã é usada na açorda, na canja, no arroz ou para temperar a carne de cabrito e borrego.

Hortelã-Pimenta – (Mentha x piperita)

A hortelã-pimenta possui um odor intenso e um sabor picante devido a uma essência muito complexa que tem como principal componente o mentol. Este álcool tem propriedades anti-sépticas, digestivas e carminativas. O seu chá tem um sabor agradável e é indicado para a indisposição, náuseas ou dores de estômago provocadas por uma digestão difícil. Na preparação do chá utilizam-se 20g de folhas secas para um litro de água fervente. Também se pode fazer licor de hortelã-pimenta. Esta planta é ainda usada para dar mais sabor ao arroz doce, colocando um raminho na cozedura.

Lúcia-Lima – (Aloysia triphylla)

O perfume sublime desta planta faz com seja usada em perfumaria e as suas folhas usadas em fitoterapia, num chá preparado com 3 a 5 folhas, tomado ao deitar para induzir o sono. Também auxilia a digestão e é um suave sedativo e calmante, com aroma e gosto a limão. Este chá não deve ser consumido a longo prazo pois pode causar problemas de digestão e gástricos. As folhas podem também aromatizar azeites e vinagres, sobremesas de fruta, gelatinas e bolos.

Manjericão – (Ocimum basilicum)

Esta planta aromática pode ser usada em fresco, seca ou conservada em azeite. As suas folhas frescas rasgadas dão um aroma muito agradável em saladas e pratos de massa ou tomate. O gosto pode alterar-se se a planta estiver muito tempo ao lume. As folhas consumidas frescas com alimentos frios, auxilia a digestão. O suco do manjericão esfregado na pele afugenta os mosquitos. O Manjericão tem ainda emprego medicinal para tratar constipações e aliviar a dor de cabeça.

Manjerico – (Ocimum minimum)

Na Grécia é costume colocar-se vasos de Manjerico à porta como sinal de boas-vindas ou sobre a mesa, durante as refeições, para afastar as moscas. Por cá o Manjerico é chamado a “Erva dos namorados” e é a planta mais popular do S. António e S. João. A infusão desta planta é energética e faz-se com 5 g de folhas numa chávena com água a ferver, aromatizando com umas gotas de limão. Na cozinha pode ser utilizado em pratos com ovos, carne, peixe, saladas e massas, sem deixar cozer e sempre cortadas à mão.

Orégãos – (Origanum vulgare)

Planta muito aromática que possui um óleo essencial, que lhe confere propriedades sedativas, expectorantes e tonificantes. É recomendada para enxaquecas, dores de destes e para combater insónias. Na preparação do chá utilizam-se flores e folhas secas, colocando num litro de água a ferver cerca de 20 g. As suas folhas são habitualmente usadas na culinária como tempero de carnes ou saladas. Colocando um raminho na água das azeitonas, juntamente com alho conferes-lhes um sabor mais agradável.

Poejos – (Mentha pulegium)

O poejo tem um aroma agradável e uma acção expectorante e antitússica, além disso é também digestivo, tónico estomacal e anti-séptico. O chá de poejo é recomendado para dores menstruais, para limpar o útero depois da gravidez, ou mesmo quando se tem quistos nos ovários. Também se costuma usar quando se tem tosse e constipação. Para preparar o chá, utilizam-se 10g de caule, folhas e flores, previamente secos para ¼ de litro de água.

Rosmaninho – (Lavandula pedunculata)

O Rosmaninho tem propriedades idênticas às da Alfazema, tais como, insecticida, anti-séptica, anti-reumática, digestiva e diurética. É uma planta muito aromática que desde sempre foi usada para perfumar banhos e loções. Devido à sua acção anti-inflamatória e anti-reumática é muito utilizado para acalmar a tosse e as dores reumáticas. As rocas de Rosmaninho são utilizadas para na protecção da roupa contra a traça. Na culinária utiliza-se um raminho para dar sabor à carne.

Salsa – (Petroselinum crispum)

Planta indispensável num ramo de cheiros para a culinária. As folhas são fortemente diuréticas e têm mais vitamina C do que uma laranja. Se quando lavar o cabelo o passar por uma infusão feita com as sementes, eliminará o piolho-da-cabeça. Deixe uma colher de chá de sementes esmagadas em infusão durante 10 minutos, coe e deite sobre os cabelos. O uso medicinal da salsa não é aconselhável durante a gravidez.

Sálvia – (Salvia officinalis)

É uma planta conhecida pelas suas propriedades antiespasmódicas, emenagogas e estomáticas. Muito usada para as dores menstruais e também para o nervosismo, agitação e irritabilidade. Para fazer o chá utilizam-se cerca de 6 folhas verdes ou 20g de folhas secas por um litro de água a ferver. A Salvia é também utilizada na culinária para temperar carnes velhas.

Segurelha – (Satureja montana)

São-lhe atribuídas propriedades afrodisíacas. Para isso coloca-se uma colher de sopa de Segurelha moída num litro de água e junta-se um terço de colher de Alecrim e outro terço de colher de Lúcia-lima. Deixa-se ferver e pode-se juntar mel para adoçar. Durante um mês deve-se beber esta infusão todas as manhãs e a impotência sexual será visivelmente reduzida. A sua infusão favorece a digestão, elimina gases intestinais e diarreias, é desparasitante e alivia dores menstruais, abcessos e cáries dentárias. Um emplastro feito com esta planta alivia as picadas de abelha. A Segurelha contém cálcio, magnésio, vitamina A e beta-carotenos, pelo que melhora a imunidade do organismo, combate doenças de pele e previne o envelhecimento precoce. Na culinária é utilizada em pratos de feijão-verde, ervilhas e sopa de peixe.

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